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O aeroporto Barajas, Madri

26, setembro, 2009

O aeroporto de Barajas é imenso! Cheguei no terminal 4, e para ir para o outro lado do terminal 4, de onde partiria o meu voo e o da Walquíria, foi preciso pegar um metro!

Se não fosse por ela, seria muito mais complicado… ao sair do avião é preciso andar talvez até mais de 1km, num infinito corredor. Para compensar, existem esteiras rolantes que facilitam a vida. Seguindo as indicações das placas, em algum momento chega-se aonde se quer ir. Aliás, as placas são um dos pontos fortes do aeroporto: não só indicam o caminho, mas também dizem quanto tempo leva para chegar em cada lugar. Outro ponto notável é a beleza do aeroporto, suas formas, cores, iluminação…

O clima lá em Madri estava ensolarado como a previsão, o relevo que se vê das janelas do aeroporto é muito bonito, com pequenos planaltos, rodovias e prédios distantes.

Após essa primeira etapa de esteiras, chegamos no desembarque e na “verificação de passaporte” (talvez tinha um nome mais apropriado do qual não me lembro). Uma grande fila, e várias cabines. Quando chegou a minha vez não tive problemas, meus documentos foram verificados, respondi a algumas perguntas simples, e em menos de 2 min passei para a próxima etapa: o metro!

O metro leva ao lado oposto do terminal, é um veículo bastante rápido, que te leva de um ponto ao outro e é grátis.

Ao chegar no terminal 4, começamos a procurar a portão do embarque da Walquiria, que por coincidência era o mesmo que o meu! Gate HJK… Mais uma longa fila, para passar no escâner de raio-x. Aqui foi bem mais complicado que no Rio de Janeiro…

A Walquíria passou de primeira, mas eu fiquei entalado na primeira vez por causa do notebook. “Passe o notebook em uma bandeja separada da mochila” (em espanhol!). Agora eram 3 bandejas: meus documentos, mochila e notebook. Travado. “Passe todos os eletrônicos em bandejas separadas!”, e aí tive que pegar mais algumas bandejas, e já estar pensando nas bandejas que tinham passado e estavam do outro lado do detector “dando sopa”. Felizmente depois de algumas tentativas eu passei, e dei graças a Deus que eu ficaria dentro do terminal de embarque e não precisaria passar pelo detector mais uma vez…

O voo da Walquíria saiu ainda pela manhã, então fiquei mais uns minutos com sua companhia até ela embarcar. Depois fui procurar almoço. Mas primeiro, será que consigo me comunicar com o Brasil? Bem, supus que haveria um hotspot wi-fi aberto, mas liguei o notebook e a única rede aberta que havia era de um serviço pago de internet, que te dava acesso apenas a algumas páginas que te permitiam comprar internet por um preço absurdo com o cartão de crédito.

Resolvi perguntar… fui até um balcão com duas funcionárias e um funcionário da Iberia e o que aconteceu foi que eles começaram a rir da minha cara! Hmmm, dessa vez nem foi por conta de uma pergunta mal elaborada, e sim porque o conceito de “internet grátis” para eles, pelo que descobri, não parece possível. Da próxima vez que perguntar alguma coisa, tenho que pensar duas vezes… e sempre tomar cuidado com como formulo a pergunta.

Comprar cartão telefônico internacional para ligar para o Brasil custaria no mínimo € 40, e era uma tarifação por minuto obscura, não diziam qual seria o custo real de cada ligação. Não valia a pena comprar, já que tenho crédito no Skype. Enfim, desisti de mandar sinal de vida, e pra cuidar da vida fui procurar almoço. Quando chegar em Lisboa, com internet no albergue, posso usar o Skype…

Eu passei o dia inteiro no aeroporto, desde 10:00 quando meu voo chegou, até a partida do voo 3106 para Lisboa, 19:45 horário de Madri. Nas primeiras caminhadas pelos corredores eu vi um lugar que vendia um kit com salada, bebida, café, etc, e fui muito com a cara da comida. Por volta de 13:00 fiz meu almoço no Natural Break, com o melhor tomate que já comi, e um molho vinagre balsámico de módena delicioso. Tudo por € 9,95… hmm, não! Não sei porque mas a vendedora parece que foi com a minha cara e me cobrou € 8,45 — não entendi muito bem porque e até perguntei, e ela disse algo como “considere como um preço especial para você”!

Nesse momento eu já tinha me dado conta que falo espanhol! O espanhol de 10 min que se aprende por osmose no aeroporto. Pra todas as ocasiões que abordei alguém com inglês, sempre recebi caras de poucos amigos, mas quando arranhava o espanhol / portunhol, era totalmente diferente. Um sorriso surgia no rosto das pessoas… faz toda a diferença tentar falar a língua local 🙂

Vi muitas lojas de grife, coisas “parisianas”, pessoas de todos os estilos, olhei lojas de artigos em geral para começar a ter noção dos valores em euro.

Lá por volta de 15:40, pra minha grande surpresa, vi o Márcio Cohen e mais um amigo correndo pelo aeroporto, nem pude falar com ele. Nunca imaginei essa tremenda coincidência. O Cohen foi meu professor de alguma matemática no Ponto de Ensino em 2006… ele participa de competições de matemática ao redor do mundo, supus que essa era mais uma.

A propósito, no embarque no Galeão acho que vi o Bebeto (jogador de futebol)!

16:40 MAD – Com sono, não dormia bem há algumas noites. Como havia dito, não consegui dormir no avião, e no Barajas fiquei com medo de dormir e perder meu voo de conexão. Tinham muitas pessoas dormindo, eles juntavam dois bancos e formavam uma bela cama. Eu poderia ter feito o mesmo…

O sol ainda está brilhando, algumas nuvens no céu. O aeroporto enche e esvazia. Este é o momento que está mais deserto.

18:00 MAD – O sol faz parecer que são 3 da tarde… agora só falta 1:15 pro embarque no Airbus A320. Espera cansativa, mas estou sobrevivendo. Queria que fosse mais fácil abordar e conversar com nativos. Tive algumas conversas, mas nem sempre é fácil puxar assunto com um estranho que pode te interpretar mal.

19:00 MAD – Sou o primeiro na fila de embarque. Sol como se fosse 15:00~16:00 da tarde. Na fila conheci a Svetlana, uma russa que mora em Portugal há 8 anos. Assim como meu amigo Dave, ela trabalha na REMAX! Nem sabia que existia REMAX na Europa!

No avião, conheci uma portuguesa super simpática, a Ana Rita. Ela me deu várias dicas, conversamos sobre o sistema educacional e percebi que ela é uma excelente aluna, e até hoje temos nos comunicado bastante, principalmente via SMS.

O voo pra Lisboa foi super rápido, quase que uma máquina do tempo. Cheguei 20:20 em Lisboa, saí 20:10 de Madri. Foram 1:10 de voo… e -1 hora de fuso 🙂 Quase que chego antes de ter saído!

No aeroporto de Lisboa peguei minha bagagem, e seguindo as dicas da Rita e do pai dela peguei um taxi. Assim o Eduardo me levou para o albergue, o que já é o início de outra história!

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  1. Zileia
    27, setembro, 2009 em 20:23 | #1

    Oi, Rodolfo:
    Fico muito orgulhosa de ti; és realmente um gajo fora do teu tempo; ou seja, revejo-me nas tuas aventuras e determinação. Continue assim e verás que o MUNDO te pertence. Boa sorte nos teus vôos e nas escolhas; certamente te alçarão a uma vida muito plena.
    Beijão. Continuarei acompanhando tua jornada. Zileia

  2. 28, setembro, 2009 em 03:25 | #2

    Os posts estão ótimos e com as fotos, estou viajando junto com vc! rs
    Aguardo novas notícias =)
    Aproveite ao máximo!!!
    Beijos, M

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